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Funções da placenta e do cordão umbilical

Funções da placenta e do cordão umbilical

Hoje o Bigmãe traz para vocês mais um texto exclusivo da terapeuta holística Yolanda Castillo que nos fala sobre as funções da placenta, do cordão umbilical, e esclarece qual a origem das cólicas e o motivo pelo qual surgem as alergias e/ou dificuldades respiratórias.Vejamos abaixo.

Funções da placenta e do cordão umbilical

Para os bebés, na maioria dos casos, a vida no ventre materno, é um processo cómodo e tranquilo; uma vez que a sua mãe o sustenta através do seu corpo. Ela gera as condições adequadas para que dia a dia, seu filho se desenvolva adequadamente. O bebé realiza todas as suas funções, tais como alimentar-se e respirar, mediante o corpo da mulher.funcoes-placenta-e-cordao-umbilical-nova-vida

Porque é tão importante a placenta? Quais são as suas funções?

A placenta é vital para a vida intrauterina, para o crescimento e desenvolvimento do bebé. Ela, através do cordão umbilical, alimenta o bebé, liberta hormonas e enzimas mas, para além disso, dispõe de um espaço com vilosidades onde se realizam funções endócrinas, relacionadas com o metabolismo. Na realidade a placenta é um órgão único devido à plurifuncionalidade que possui, visto que desempenha variadas e importantíssimas funções. Por um lado fornece os nutrientes necessários para o bebé e, à medida que a gravidez avança, regula os seus níveis, que apresentam variações ou aumentos, como é o caso das vitaminas. Também retém todas as substâncias que podem ser danosas para o bebé, e para o seu normal desenvolvimento, como o ácido úrico a creatina ou a ureia; que acabam por ser eliminadas através do organismo da mãe.

Para além disso o bebé também respira graças às funções da placenta pelo que podemos dizer que ela é como um pulmão intrauterino; fazendo-lhe chegar o oxigénio necessário e desfazendo-se dos gases tóxicos como o dióxido de carbono, entre outros.

Ela é fundamental na transmissão dos anticorpos maternos pois, como se encontra na parede do útero, recolhe as substâncias e anticorpos necessários da mãe para os fornecer diretamente ao bebé. Desta forma fortalece o sistema imunitário, dentro do possível, para que o bebé não contraia patologias como a varicela, sarampo ou outras do género de que a mãe possa padecer durante a gravidez, ou até algumas das pessoas que os rodeiam, sem que a própria mãe tenha consciência disso.

A placenta produz hormonas, não apenas as necessárias para que a gravidez ocorra, mas também as que estão relacionadas com o desenvolvimento do bebé.

Estas são algumas das funções mais destacadas da placenta; e por tudo isto podemos dizer que ela é um grande órgão que engloba as funções dos órgãos que a mulher possui, para ajudar no crescimento e constituição adequada do bebé.

Quando a placenta não cumpre ou realiza as suas funções com normalidade é um indicador de que a mãe está a passar por um momento complicado, em que existem dúvidas, medos, em que não sente o afeto necessário por parte do seu companheiro, ou muitos outros motivos, que geram uma instabilidade que afeta diretamente o bebé, transmitindo-lhe esses sentimentos e levando a placenta a realizar de forma incompleta as suas funções… não nos devemos esquecer que é através da mãe que se cria a placenta, e que portanto tudo o que a afeta, afeta também a placenta e consequentemente o bebé.

Contudo todos estes processos que mencionei dependem quase por completo do sangue da mãe.

O que implica que os processos mencionados dependam do sangue materno?

O sangue é formado por células em suspensão no plasma; nele encontra-se alojada a nossa memória a nível psico-emocional e energético. Para além disso desempenha uma função intendente no corpo, ou seja, leva aos tecidos todos os elementos nutritivos, a nível físico e psico-emocional, mas também transporta e alberga a nossa memória celular. Por isso se a mãe tem algum tipo de anomalia a nível sanguíneo, como anemia, défice ou excesso de minerais ou vitaminas a placenta, e em consequência o bebé, serão afetados, não só a nível físico mas também a nível psico-emocional e mental.

Estes problemas, manifestados durante a gestação, indicam-nos que existe um desequilíbrio emocional que contamina o sangue da mãe com sentimentos como a falta de alegria, dificuldade em gerir a própria vida sem se importar com as opiniões e críticas dos outros, dificuldade em conseguir determinar quais são as suas verdadeiras necessidades, desvalorização, falta de autoestima e de confiança. Tudo isto é transportado através do sangue até à placenta e desta, através do cordão umbilical, até ao bebé inserindo-se assim nele esta frequência e memória celular. Desta forma compreendemos que o bebé se alimenta nutricionalmente através da placenta e do que a mãe ingere, mas também de tudo aquilo que a mãe pensa e sente. Em consequência vai-se desenvolvendo com essa herança celular impregnada no sangue, nascendo já com a predisposição para manifestar os transtornos relacionados com o que a mãe sentiu durante toda a gravidez.

Apesar de a placenta ser essencial para o bebé não poderia cumprir as suas funções sem o cordão umbilical… que funções desempenha ele a nível físico, emocional e energético?

A placenta e o bebé necessitam de um meio de comunicação, de conexão a todos os níveis… e é essa a função que exerce o cordão umbilical! O seu interior contém uma veia e duas artérias; as artérias transportam do bebé para a placenta tudo o que é considerado danoso para ele.

Quando tudo isso passa pela placenta é renovado e purificado, o sangue oxigena e é enviado, pela veia chamada umbilical, de volta ao bebé, para que ele se possa nutrir e desenvolver. A nível físico é essa a função que cumpre o cordão mas, para além disso, no seu sangue encontram-se as células mãe que medicamente são guardadas ou utilizadas em casos de transplantes.

Porém a questão é: porque é que essas células estão no cordão e não na placenta, por exemplo?

Do ponto de vista energético o cordão não é só a ponte entre a placenta e o bebé, o mensageiro nutricional, mas alberga muito mais… O cordão umbilical é a conexão energética entre mãe e filho, através dele transporta-se toda a carga emocional, todo o amor e carinho, partilhado entre ambos. Por isso existem mães que muitas vezes têm essa intuição de que algo não está bem com o filho, porque todos os sentimentos, emoções, pensamentos e energias que o bebé possui são também sentidos pela mãe e vice-versa.

Este é um dos meios de transporte psico-emocional, que chega diretamente ao bebé, e ele absorve tudo como se se tratasse de um alimento mais. Paralelamente ao cordão umbilical, energeticamente falando, encontramos um fio formado por uma malha energética, é o chamado “vínculo materno”, ou vínculo entre mãe e filho. De igual forma que com o cordão umbilical, também este se gera durante a gravidez.

É formado pela energia que emana o cordão umbilical e também pela que emana a mãe, dirigida ao filho. Desta forma se a mãe tem dúvidas, medo de ser mãe ou a não exercer bem as suas funções, se sente qualquer tipo de emoção ou sentimento negativo em relação ao bebé, ele não só receberá tudo isso através da memória celular ou do cordão umbilical, mas também gerará o vínculo entre mãe e filho com essa energia de dúvidas, medos e inseguranças.

Como é óbvio isto afeta o bebé não só quando está no ventre materno, mas também depois de nascer. Nalguns casos os bebés têm dificuldade em mamar ou, com o passar dos anos, não sentem essa necessidade de uma relação mais estreita com a mãe, isto acontece porque durante a gravidez a mãe transmitiu-lhe sentimentos de rejeição, insegurança, medo, etc… que o bebé assumiu e, se não foram tratados, continua a alimentar até atingir uma idade mais adulta. Pelo contrário, se a mãe está emocionalmente equilibrada, este vínculo será forte, com energia estável; a relação entre mãe e filho sairá beneficiada para toda a vida. Este vínculo também condiciona e influencia as células mãe, que estão depositadas no cordão umbilical. Elas são as células mais puras, não apenas física mas também energeticamente, já que se alimentam do vínculo mencionado.

Desta forma o vínculo afetará a perfeição e composição das células mãe, que se verão alteradas negativamente com esse laço emocional e sentimental negativo, que a mãe sente nesse momento, ou beneficiadas pelo equilíbrio que a mãe desenvolve e trabalha durante toda a gravidez. Estas células nascem como fruto do amor e de uma nova vida, e a isso se deve a sua pureza e o padrão de vibração energético mais elevado.

Os meses de gestação avançam, o bebé cresce forte, saudável; prepara-se pouco a pouco para o momento do parto. Após o seu nascimento, o bebé tem que adaptar-se às novas condições do mundo externo e aprender a viver de um modo diferente ao que se tinha acostumado no ventre materno. ¿Qual é a primeira mudança que sofre? Durante todo este tempo, o cordão umbilical foi o seu sustento, o veículo de tudo aquilo de que necessitou para o seu crescimento, o laço criado entre mãe e filho, um vínculo para toda a vida. Esta é a primeira mudança a que é submetido o bebé: ao corte do cordão umbilical, a adaptação a uma nova realidade.

Quais são as mudanças a nível energético, face ao corte do cordão umbilical?

Para que um bebé cresça equilibrado e em harmonia, é necessário que pai e mãe se envolvam na relação com seu filho de igual modo, sem que este crie um apego excessivo por um de seus progenitores. Todo este processo, tem início neste momento tão crucial e por sua vez especial; o momento no qual é cortado o cordão umbilical. Como foi mencionado anteriormente, existe um vínculo energético que se forma ao mesmo tempo que o cordão. Este, também é cortado no momento do parto. Mas isto não quer dizer necessariamente que o processo seja prejudicial na relação entre mãe e filho, já que durante os meses de gravidez, ambos se apegam, pelas circunstâncias que estes vivem. A mãe sente que é ela a responsável pelo crescimento do bebé, proporcionando-lhe o veículo adequado para o mundo físico; por outro lado, o bebé sente que a maior parte do seu alimento emocional provem da sua mãe, sem nos esquecermos de todo o alimento que dá origem às suas condições físicas. Por isso é que o “corte” parcial deste vínculo, junto com o do cordão umbilical, dá origem a um novo processo, permite ao pai tomar uma posição mais dinâmica e presente nesta nova etapa que a família vai viver. Se o pai assiste ao nascimento de seu filho, é bom que seja ele quem corta o cordão, pois por sua vez estará a cortar esse vínculo e apego; o bebé, deste modo não sentirá este corte como algo tão brusco, mas sim que o interpreta como uma janela face a um novo mundo; seu pai e a relação familiar.

Mas, que supõe este processo a nível físico?

Até esse momento, o bebé acostumou-se a ter tudo aquilo de que necessitava, mediante o cordão umbilical. Quando este se corta, todo o organismo do bebé necessita adaptar-se a este novo modo de vida. Adaptações, que muitas vezes, durante o primeiro ano de vida do bebé, leva a que se produzam diversos transtornos, sobretudo a nível digestivo e respiratório, visto que até esse momento, o bebé recebia oxigénio e os nutrientes necessários, através do cordão umbilical, o seu aparelho digestivo e respiratório habituaram-se, durante nove meses, a receber tudo aquilo de que necessitavam mediante o cordão, quase sem realizar nenhum esforço. Os órgãos adaptaram-se, realizando os processos de forma automática. Mas chega o momento de mudança, o momento no qual o organismo, face uns segundos que dura o corte, se vê forçado a mudar seus hábitos.

Os pulmões recebem o oxigénio através do ar que inspiram pelas suas fossas nasais, pelo que necessitam de se adaptar a realizar este processo e tudo o que ele leva implícito, de forma habitual, sem que se suponha um esforço para o bebé.

O mesmo sucede com todo o seu aparelho digestivo, que necessita de se acostumar à ingestão do leite materno, ou noutros casos, de suplementos e compostos alimentícios próprios para bebés. Nesta nova forma de ingerir o novo alimento, na maioria dos casos, provoca transtornos digestivos, ou problemas de assimilação do alimento, tais como as cólicas, tão frequentes na maioria dos bebés.

Porque têm tanta dificuldade em se adaptarem a estas novas situações? Os bebés são seres puros, que como já foi mencionado, sãos muito sensíveis a tudo o que sucede à sua volta, aos próprios medos, sentimentos, emoções e pensamentos de seus pais, em especial da sua mãe, sejam estes positivos ou negativos. No primeiro caso, estes o ajudam a adaptar-se com maior rapidez, segurança, confiança e com tranquilidade, graças ao amor e calma que sua mãe lhe transmite. Mas, por outro lado, estão os negativos, como o medo, a ansiedade, o stress e uma lista interminável. São transmitidos ao bebé, que fazem com que se sinta do mesmo modo. Isto provoca dificuldades na adaptação do seu organismo, como resultado, este se altera, stressa e são originados sintomas, tais como: alergias, dificuldades respiratórias ou cólicas.

Qual a origem das cólicas?

Retomando o ponto anterior, escolhemos duas palavras chave: “adaptação” e “emoções”. Ou unindo-as de outro modo: emoções que prejudicam, dificultam e atrasam a adaptação do sistema digestivo do bebé. As emoções negativas que sente sua mãe ou ao seu redor, são um factor stressante, danoso para o bebé, que é assimilado de forma consciente e enviado para o seu subconsciente, que por sua vez o regista no seu sistema nervoso central, provocando alterações no funcionamento digestivo. Deste modo, cada vez que ingere alimentos, recorda ou volta a ter lugar uma situação stressante, as cólicas produzem-se novamente. A Terapia Metamórfica, ajuda a devolver o equilíbrio emocional, psicológico e físico ao bebé.

Qual é o motivo pelo qual surgem as alergias e/ou dificuldades respiratórias?

Neste caso, o factor emocional, também é decisivo e ocasionante desta situação. Mas neste caso, o subconsciente do bebé, envia-o e regista-o em seu sistema imunitário. Deste modo, esse stress emocional faz com que o bebé gere um padrão de hiperactividade, o quer dizer, que seu organismo reage exageradamente perante qualquer factor externo, já que foi um padrão emocional externo o que provocou esta situação. Por isso, reage sobretudo a agentes externos em excesso, como vírus, bactérias, fungos; ou pó, pólen, etc.; já que se sente atacado. Ou inclusive, quando um factor emocional o afectou, cada vez que uma situação similar se produza, o bebé provoca uma reacção imunitária desnecessária, que pouco a pouco e ao repeti-la inúmeras vezes, o sistema imunológico cansa-se, assim, quando é realmente necessário que este se active para contrariar um factor prejudicial, não consegue fazê-lo, pois foi submetido a uma grande actividade, depois do excesso de stress emocional. Isto dá origem a que o bebé se sinta cansado, triste, frustrado e contraia alergias ou problemas respiratórios de forma habitual. Também se torna permanente o padrão emocional que o faz adoecer. Do mesmo modo que no caso anterior, a terapia metamórfica e uma mudança de atitude por parte dos pais, soluciona este problema.

Como podemos comprovar, todas as emoções dos pais, antes, durante e depois da gravidez, são muito importantes, já que este novo ser, de elevada consciência e sensível a tudo o que sucede na sua família e à sua volta, é afectado por elas. Na maioria dos casos, originam ou agravam os seus padrões emocionais no bebé, que se manifestam fisicamente e em muitos dos casos, se arrastam e agravam até à idade adulta.

Um cuidado emocional adequado, reflecte-se num bebé saudável e feliz.

Yolanda Castillo – Centro de Medicina Holística