O “EPACI Portugal 2012 – Estudo do Padrão Alimentar e de Crescimento na Infância” é um projeto pioneiro, em Portugal e na Europa, visto que especialmente em Portugal ainda não existiam dados representativos nacionais relativos ao perfil de crescimento e comportamento alimentar das crianças até aos três anos de idade.

A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto apresentam hoje, dia 01 de Novembro de 2013, os resultados nacionais do Estudo do Padrão Alimentar e de Crescimento na Infância.

O estudo avaliou 2.232 crianças com idades entre os 12 e 36 meses residentes no continente, mas também recolheu dados do Boletim de Saúde Infantil e Juvenil e informações relativas ao crescimento e à alimentação durante o 1ºano de vida.

Foram constatados através do EPACI Portugal 2012 que:

* Os pais com uma idade média de 34 anos, registam uma preocupante prevalência de excesso de peso ou obesidade de cerca de 38% nas mulheres e 61% dos homens.

* Durante os 3 primeiros anos de vida, as crianças apresentam um potencial genético de crescimento inferior à média de referência mundial, traduzido por um comprimento abaixo do valor médio da OMS.

* Em relação ao peso, entre os 6 e 9 meses de vida passa a expressar valores acima do valor médio de referência da OMS.

* Das crianças avaliadas com idade entre 12 e 36 meses, 31,4% apresenta excesso de peso e 6,5% obesidade.

* Após os 12 meses e até aos 36 meses de idade, as crianças portuguesas registam um consumo de energia superior às recomendações e o consumo de proteína é mais do dobro do recomendado.

* Durante o segundo e terceiro anos de vida o consumo numa base diária de bebidas açucaradas e sobremesas e doces é de 17% e de 10% respectivamente, contribuindo para um excesso de açúcares simples.

* Quase totalidade da população infantil consome diariamente fruta fresca (93%) e sopa (95%), mas apenas metade (52%) inclui vegetais no prato.

* Apenas cerca de metade das crianças (47%) atinge a recomendação de 5 porções diárias de fruta e vegetais (50% no 2º ano e 44% no 3º ano de vida).

Resultados do EPACI 2012 – Estudo do Padrão Alimentar e de Crescimento na Infância

Segundo Carla Rêgo, coordenadora do EPACI Portugal 2012 e fundadora e presidente do Grupo Nacional de Estudo e Investigação em Obesidade Pediátrica, embora a população portuguesa seja atualmente mais alta do que há 2-3 décadas atrás, o certo é que continuam a ser dos povos mais baixos, particularmente da Europa.

Sabe-se que quanto menor for a estatura, maior será a facilidade para, vivendo num ambiente facilitador (obesogénico), desenvolver excesso de peso e obesidade. O que preocupa é o fato de que está constatação ocasione no futuro risco de desenvolver doenças como a diabetes, o cancro e doenças cardiovasculares.

Fonte: ONMI

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