Hoje o Bigmãe traz para vocês mais uma excelente artigo exclusivo escrito pela terapeuta holística Yolanda Castillo, do Centro de Terapia Holística, que nos conta a importância do amor como fonte de equilíbrio e bem estar do bebé! Tenho certeza de que será de grande utilidade à todas as mamães as quais os filhos tem apresentado sintomas frequentes de constipação e episódios de febres.

O Amor como fonte de equilíbrio e bem-estar do bebé!

Durante os nove meses que dura a vida intrauterina do bebé ele vai-se desenvolvendo física, mental, emocional e espiritualmente. Absorve todos os conhecimentos e vivências que o ambiente circundante lhe proporciona, sobretudo por parte dos pais. É no interior do ventre materno que se sente seguro, já que se encontra sob a proteção absoluta dos pais.

Enquanto o bebé se encontra no útero deveria receber o alimento emocional adequado para não ficar doente, para nascer forte e equilibrado emocionalmente, para além disso é nesta fase que o bebé recebe alguns anticorpos da mãe, através da placenta, o que o ajuda a não contrair qualquer tipo de enfermidades ou infeções.

Quando o bebé nasce fica exposto, física e emocionalmente, a tudo aquilo que o rodeia, ao mundo… Em muitos casos os bebés não tiveram uma boa preparação ou aceitação enquanto estavam no ventre materno, por isso alguns contraem patologias chamadas “normais ou recorrentes” durante os primeiros meses, ou mesmo durante o primeiro ano de vida.

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Porque acontece isto? Que papel desempenha o sistema imunológico neste processo?

Quando o bebé sai para o mundo exterior essa proteção tão especial vai-se perdendo porém, em contrapartida, recebe, através da amamentação, o leite materno, que lhe transmite uma quantidade considerável de anticorpos, que permitem fortalecer o seu sistema imunológico e o equilíbrio emocional. Pois, quando o bebé recebe o leite através do peito materno, não recebe apenas o alimento e os anticorpos, recebe também um importante alimento emocional que o faz sentir-se amado, protegido pelos pais, seguro, emocionalmente equilibrado, etc…

As crianças que não são amamentadas não recebem esses anticorpos tão importantes não só durante infância mas também durante toda a vida, nem tampouco gozarão de equilíbrio emocional pois o vínculo com a mãe é quebrado antes do tempo. Esse equilíbrio psico-emocional que o bebé adquire durante o período em que mama, e de que tanto necessita durante os primeiros meses da sua vida (sobretudo através do amor, carinho, atitudes e comportamentos adequados por parte dos pais), fortalece o sistema imunológico, não permitindo que haja “intrusos” que alterem o seu funcionamento.

Isto é muito importante pois os micro-organismos infeciosos encontram-se à nossa volta pelo que, quanto mais equilibrado psico-emocionalmente estiver e quanto melhor for a alimentação do bebé, mais defesas conseguirá gerar para combatê-los e para não ser afetado por eles.

Para que os micro-organismos consigam entrar no organismo têm que quebrar as diversas linhas de proteção que o sistema imunológico cria. Quando isto começa a acontecer é sinal que o bebé não está bem a nível psico-emocional e, consequentemente, tampouco o está energeticamente.

Desta forma os primeiros a serem afetados serão o campo eletromagnético e a aura, que devido à debilidade em que o bebé se encontra sofrerão os ataques dos micro-organismos.

De seguida penetrarão através da pele e, quando isto ocorrer, será desencadeada uma resposta inflamatória, sendo segregadas algumas substâncias, como a histamina, que faz com que os vasos sanguíneos se dilatem, o que faz com que os glóbulos brancos sejam atraídos para desintegrar esses micro-organismos que se encontram no local da infeção.

Para realizar este trabalho o sistema imunológico precisa de trabalhar em conjunto com o sistema linfático.

Qual é a importância do sistema linfático para o funcionamento do sistema imunitário?

O funcionamento correto do sistema imunitário depende de uma boa atividade do sistema linfático e do equilíbrio psico-emocional que o bebé possua, não devemos esquecer que uma grande parte deste equilíbrio é transmitida pelos pais e gerada pela eliminação de padrões negativos.

As amígdalas e as adenoides desempenham um papel fundamental na desintegração dos micro-organismos invasores. Ambos fazem parte do sistema linfático e imunitário, assim como uma rede de vasos sanguíneos e orgãos, como o baço e o timo, que conduzem a linfa através de todo o corpo do bebé. A linfa é composta por glóbulos brancos que podem ser divididos em dois tipos: os macrófagos, que são encarregados de destruir os corpos estranhos, e os linfócitos que originam os anticorpos necessários para que o organismo do bebé tenha a imunidade necessária para combater esses organismos externos, e para que não contraia infeções.

Os linfócitos são produzidos no timo; este órgão tem, nos primeiros anos da nossa vida, um tamanho maior que quando somos adultos. Isto acontece porque é nessa fase que temos menos noção daquilo que nos rodeia, para além disso o nosso corpo é mais vulnerável a fatores externos que possam contaminar o nosso organismo. Quando o bebé se encontra no interior do ventre materno está muito mais protegido e torna-se mais difícil para os “intrusos” penetrarem e causarem danos assim, quando o bebé nasce, o timo cresce e segrega uma grande quantidade de linfócitos de forma a manter o sistema imunitário forte e a não permitir que o organismo adoeça.

Nalgumas crianças, ou bebés, o timo não produz os glóbulos brancos necessários para que o sistema linfático e imunitário realizem as suas funções de forma adequada. Nestes casos as crianças sentem stress, falta de autoestima, insegurança, uma cadeia de sentimentos negativos que condicionam o funcionamento do timo e, consequentemente, o número de glóbulos brancos segregados não é o adequado para manter corretamente as funções do sistema imunológico e do sistema linfático. Como consequência o bebé fica doente…

Quando os agentes bacterianos ou os vírus quebram a barreira gerada no timo passam à linfa que circula através dos vasos linfáticos do organismo. Neste processo a linfa passa através dos nódulos linfáticos que se encontram maioritariamente no pescoço, nas axilas e nas virilhas, e é nestes pontos que os glóbulos brancos destroem os agentes que ameaçam o organismo.

Demonstramos, assim, como o corpo do bebé se defende, mediante os diversos mecanismos que o sistema imunitário e o sistema linfático geram. Quando o bebé adoece alguns desses mecanismos, ou mesmo todos, não funcionam em harmonia, e isso acontece devido a um desequilíbrio emocional, que faz com que fique mais vulnerável, já que é assim que se sente perante fatores externos. Isto faz com que contraia diversas patologias que afetam pontos concretos do organismo, dependendo do padrão ou situação que tenha sido “detonante”, mas que têm sempre origem num desequilíbrio ou bloqueio emocional.

Veremos, nalguns dos casos mais frequentes que se produzem nas crianças, quais são os fatores emocionais que as conduzem a um desequilíbrio e que, consequentemente, as fazem ficar doentes.

Porque se produzem estados febris no bebé?

A febre é um aumento da temperatura corporal que normalmente surge como resposta do organismo perante um processo infecioso. Normalmente quando ela aparece vem acompanhada de frio, que se pode sentir em todo o corpo, em partes concretas, como as mãos ou os pés, ou que se pode manifestar como calafrios.

O organismo do bebé tenta combater o agente externo e eliminá-lo do seu corpo e é nesse momento, quando se gera a febre, que ele põe em marcha os mecanismos adequados para eliminá-lo.

A questão é: Porque acontece isto se é suposto o sistema imunológico produzir os linfócitos necessários para combater os agentes externos prejudiciais?

A febre surge quando os fatores externos já quebraram todas as barreiras de defesa criadas pelo sistema imunológico e o organismo não reagiu. Isto é desencadeado por um fator emocional pois muitos bebés são submetidos a um stress emocional excessivo, como quando os pais discutem, sentem medo ou existe tensão ou stress por diversos motivos: problemas laborais, mal entendidos entre o casal, problemas familiares, uma repreensão pela qual o bebé se tenha sentido especialmente afetado, etc… cada vez que uma situação deste género ocorre o bebé vê-se submetido a um elevado nível de stress, um fator externo que o seu organismo não tolera bem, e sente que o carinho e a atenção de que necessita são desviados para situações que não são importantes e que não beneficiam ninguém. Isto causa um aborrecimento na criança pois ela não consegue compreender toda esta cadeia de acontecimentos, e é esse aborrecimento, e o stress recorrente, que fazem com que as suas defesas baixem, que os micro-organismos entrem no corpo e que se produza a febre, de modo a libertar essas toxinas emocionais que a estão a prejudicar: o stress e o aborrecimento.

Quando o bebé, ou a criança, adoece e tem esses surtos de febre espera ser cuidado com todas as atenções e amor. Desta forma o aborrecimento vai-se reduzindo e o organismo começa a gerar linfócitos para combater os agentes externos e, ao mesmo tempo, a temperatura corporal vai-se estabilizando pouco a pouco, até que não reste nenhum agente perturbador no organismo.

Em muitos casos, quando o bebé, ou a criança nos primeiros anos de vida, não consegue ter essa atenção nesse determinado momento, quer seja porque os pais não dão demasiada importância a esse processo, porque trabalham muitas horas ou então porque fica ao cuidado de outra pessoa e quando os pais regressam a casa tampouco têm esse cuidado especial, este género de episódios começa a manifestar-se com muita frequência.

Isso acontece porque o seu corpo tenta constantemente obter a atenção de que sente falta e expulsar o aborrecimento. E, se a situação familiar não melhorar, o bebé vai continuar a gerar esse fator stressante produzindo-se, deste modo, as recaídas.

Agora que conhecemos os motivos pelos quais os bebés produzem estados febris podemos debruçar-nos sobre outra questão levantada por muitos pais na atualidade: O que faz com que maioria dos bebés se constipe com tanta frequência????

É muito habitual que os bebés contraiam gripes, coisa que preocupa grande parte dos pais, e que eles associam a mudanças de temperatura, ou a mudanças climatéricas a que o bebé possa estar sujeito, daí que se desenvolva o resfriado.

Contudo, alguma vez vos perguntaste se é realmente assim? Porque se de facto fosse realmente assim todos os bebés da mesma região geográfica deveriam ficar doentes nas mesmas épocas… e, se nos basearmos nesta teoria, também não poderia haver bebés doentes no Verão… certo? Pois por norma as temperaturas são amenas e agradáveis, faz sol e não há grandes variações… No entanto nem todos os bebés da mesma região ficam doentes ao mesmo tempo e sim, existem bebés constipados no Verão. Isto deveria fazer-nos refletir e pensar que tem que existir outro fator que faz com que o sistema imunitário do bebé esteja mais fragilizado e doente a dada altura.

Quando a gripe aparece indica-nos que há uma infeção viral do aparelho respiratório. Habitualmente manifesta-se pela sensação de cansaço, dor muscular, dores de cabeça e sintomas de forte catarro. Nalguns casos estes sintomas fazem-se acompanhar por febre… desta última já conhecemos as razões do aparecimento.

A gripe também é produzida por um bloqueio emocional e mental, e aparece quando o bebé tem a sensação de que “já não pode mais”. Os bebés são demasiado pequenos para manifestar, mediante a fala, o que sentem, o que os molesta, o que lhes está a causar danos emocionais, o que lhes cria confusão, o que os stressa, etc… Quando isto acontece o sistema imunológico tem dificuldade em dar resposta perante os fatores externos que ameaçam o bebé, já que se sente cansado. Através da constipação e demais sintomas, são eliminadas as toxinas emocionais e físicas que deixaram o organismo tão cansado que não consegue sequer gerar linfócitos suficientes.

Normalmente é quando a criança cai doente que os pais conseguem deixar de parte os seus problemas e mal-entendidos diários, passando o filho a ser o centro de toda a sua atenção, recebendo todos os cuidados e, na melhor das hipóteses, as discussões entre os cônjuges cessam.

O organismo do bebé aproveita este tempo de trégua, e o amor recebido, para se desintoxicar, para recuperar e voltar a funcionar corretamente, voltando a estar equilibrado.

De igual modo como o que acontece com a febre, também há bebés que estão continuamente constipados. Isto acontece devido ao stress a que o bebé é submetido no seu lar.

Os pais não têm consciência do impacto que as suas atenções podem ter sobre o bebé, os traumas que podem originar e até onde podem ir esses sentimentos negativos que o bebé gera no decorrer destes processos que para ele são desconcertantes.

Não existe nenhum bebé, nem nenhuma criança, que goste de sentir instabilidade no seu lar, discussões, stress, mal-entendidos, ansiedade ou angústia nos seus pais, etc… porque no momento que isso acontece geram-se energias dissonantes em casa e nos pais, o que automaticamente se reflete no bebé. Porém o bebé não tem a aura, nem os campos energéticos fechados, estáveis e harmónicos, o que faz com que absorva muito mais essas energias dissonantes. Estas perturbam-no, cansam-no, criam medos, inseguranças e muitos outros sentimentos, emoções, pensamentos e energias negativas, que fazem com que o bebé se debilite em todos os aspetos mas, acima de tudo, emocionalmente.

Dependendo de qual seja o padrão psico-emocional que mais se destaca no bebé a cada momento, é gerada uma debilidade orgânica ou manifestação de desequilíbrio no seu corpo.

Todos nós, adultos, devemos ter em conta que o bem-estar das crianças, a sua saúde e equilíbrio, no mais amplo sentido da palavra, dependem única e exclusivamente de nós. É essencial que as crianças recebam a atenção, carinho e cuidados adequados, não apenas fisicamente mas também emocional e afetivamente… alimentar uma criança, vesti-la, dar-lhe banho, ensiná-la a brincar, etc., é fácil, contudo o mais importante é o cuidado e o amor que recebe, o mais importante é fazer com que se sinta amada pelos pais e pelos demais membros da família, é fazer com que não se sinta rejeitada, incompreendida ou deslocada…

Também o ambiente existente no lar do bebé é muito importante, pois não é apenas durante a gravidez que é imprescindível o equilíbrio e a tranquilidade dos pais. Quando o bebé nasce é muito frágil, tudo o que o rodeia afeta-o para o bem ou para o mal, pois ele encontra-se numa fase de desenvolvimento e aprendizagem.

Por isso mesmo é fundamental que os pais ou adultos que rodeiam uma criança tenham a atenção necessária, e trabalhem para que, através de todos os cuidados psico-emocionais, as crianças se desenvolvam de forma saudável e se convertam em jovens e adultos com valores e educação, o que lhes permitirá construir um futuro prometedor!

Yolanda Castillo
http://centro-medicina-holistica.comunidades.net/

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