Você já pensou que muitos homens optam por ser pais solteiros? Sabe aquela figura de durão? Pois é, pode esquecer, já que muitos pais, assim como algumas mães, resolvem criar os filhos sozinhos e é neste momento que todos os estereótipos caem por terra e a figura do durão dá lugar ao lado sensível e protetor. E não pense que é difícil

Imagine um homem fazendo o papel de pai e mãe ao mesmo tempo? Lavar, passar, cozinhar, dar banho nos filhos, arrumar para ir à escola e trabalhar. Muitos homens não se importam de fazer essa jornada tripla. Claro muitos deles contam com a colaboração da avó, ou de uma empregada. Mas a realidade é que por algum motivo alheio ou não a sua vontade ele tornou-se um pai solteiro.

Essa maratona, antigamente apenas responsabilidade da mulher pode se encaixar perfeitamente nos dias de hoje na rotina de um homem. As vezes pode acontecer da mãe trabalhar e o pai cuidar da casa, outras vezes pode ser que por opção o pai resolva começar uma família sozinho – há casos que o homem, por algum motivo é obrigado a assumir essas tarefas, mas ele só o faz porque sabe que precisa e os filhos dependem dele.

Hoje em dia, é muito comum os pais que assumem os afazeres domésticos e brigam pela guarda dos filhos ou entram em um processo para adoção.  O homem por vezes e por tradição não está muito habituado a esse novo papel que ele tem que exercer diante dos filhos. Mas não se engane, por mais árduo que essa tarefa possa parecer, os homens não se escondem e assumem toda a sensibilidade e pulso firme que é preciso para a criação correta dos filhos.

Aquela figura do machão desaparece e abre caminho para uma figura mais amorosa e afetiva; o sentimento de proteção aflora e você nota a mudança de comportamento do homem que se dispõe a cuidar dos filhos e do lar sozinho. É um amadurecimento interno e externo.

E como os homens não têm o dom natural da criação e do ensinamento, as diferenças entre a criação da mãe e do pai são aparentes. Mas o homem tem que se esforçar para conseguir conciliar a sensibilidade, competência na hora do comportamento, responsabilidade e organização. Só assim ele consegue cumprir a tarefa de ser pai solteiro com quase perfeição.

O esforço do homem nesses casos é quase o dobro do que da mãe solteira. Eles precisam aprender a dividir as tarefas com os filhos e receber o apoio da família para que tenham o suporte necessário para se adaptar a essa nova realidade e ter tato suficiente para cuidar dos filhos, da casa e do trabalho perfeitamente.

Para tanto é necessário um esquema organizacional muito grande, que começa pela organização de sua agenda pessoal e profissional. Para que um homem consiga desempenhar a trefa de ‘ser pai solteiro’ é imprescendível organizar-se e contar com a colaboração extra de algumas pessoas. Neste caso ele pode optar pela contratação de uma profissional como uma babá ou uma competente empregada doméstica que cuidará da organização da casa, comida, roupas e olhar a criança.

Pode ser que também ele possa contar com o apoio da mãe, avós geralmente nestes casos dão uma grande força. O mais importante de tudo é que o pai não se coloque numa posição de ‘vítima do destino’ e sobrecarregue a criança com a responsabilidade que cabe a ele (por opção espontânea ou por obrigações que a vida lhe impôs) . Cabe ao pai ser o mais equilibrado possível para gerir os sentimentos de solidão, ou até mesmo de insegurança que por vezes poderão surgir.

Mas lembre-se não há nada que uma mãe solteira  faça que um pai solteiro não possa fazer. Pai ou mãe, cada um tem seu mérito e papel fundamental na educação da criança; mas o importante é ter a certeza de que  na falta de um pai, ou de uma mãe, é possível sim criar um filho sem este parceiro por perto. 🙂

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