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Pílula do dia seguinte

Pílula do dia seguinte: o que é, como funciona, mitos e verdades

A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo hormonal de emergência. Uma particularidade desta pílula é a de ser a única que permite ser tomada após uma relação sexual desprotegida ou falha em algum método contraceptivo.

Apesar de ser popularmente conhecida, muitas mulheres não sabem como realmente funciona, quando tomar, qual sua eficácia, efeitos colaterais e riscos e se pode ser tomada com frequência. E estas são penas algumas das dúvidas. Por isso, antes de passar por uma situação de emergência – por assim dizer – veja o que é preciso saber, mitos e verdades.

Perguntas frequentes sobre a pílula do dia seguinte

o que é a pilula do dia seguinte

Apesar da pílula não ser um medicamento de uso diário, recomenda-se a consulta com um médico especialista, uma vez que trata-se de um contraceptivo hormonal.

1. O que é a pílula do dia seguinte?

Trata-se de um medicamento (comprimido único) composto de Levonorgestrel (1,5 mg). Um hormônio sintético que atua como inibidor da ovulação, de maneira a impedir que aconteça o processo de fertilização do óvulo pelo espermatozoide.

2. Quando tomar?

A pílula do dia seguinte deve ser tomada num prazo de até 72 horas após a relação sexual desprotegida ou falha de um dos métodos contraceptivos, como por exemplo:

  • Preservativo (camisinha) furada ou rasgada;
  • Esquecer de tomar a pílula anticoncepcional;
  • Quando o diafragma, esponja ou anel vaginal saem do lugar.

3. Qual a eficácia da pílula do dia seguinte?

Ela é eficaz quando tomada dentro do prazo descrito na bula (geralmente até 72 horas depois da relação). Afirma-se que, quanto mais rápido for tomada, maior a sua eficácia (100%).

4. Como funciona?

A pílula do dia seguinte pode atuar no seu organismo de três maneiras diferentes: impedindo a implantação do óvulo na parede do útero – fundamental para a gravidez; inibindo ou retardando a fecundação do óvulo; aumentando a viscosidade do muco da vagina – dificultando que o espermatozoide chegue até o óvulo.

5. O que acontece com o ciclo menstrual?

Por se tratar de uma pílula hormonal, a situação mais provável é que o ciclo menstrual seja alterado. Neste caso, a menstruação costuma acontecer no período de 1 a 3 semanas após ser tomada a pílula do dia seguinte. E, por aumentar a concentração hormonal do organismo, o fluxo neste ciclo pode vir a ser mais intenso e longo.

6. É preciso continuar com o anticoncepcional mesmo depois de tomar a pílula do dia seguinte?

Sim. Deve-se continuar normalmente com a pílula anticoncepcional até o fim da cartela e, se for o caso, dar o espaçamento de 7 dias, conforme indicado e então iniciar a nova cartela. Se a menstruação não descer neste período, recomenda-se procurar o médico ginecologista.

7. Quantas vezes pode ser tomada?

como tomar a pílula

A pílula não deve ser tomada por mais de três vezes ao ano – nem por mais de uma veze no mesmo mês. O uso frequente pode invalidar o efeito deste medicamento. Por isso é um método de emergência.

8. A pílula do dia seguinte faz mal?

Quando tomada em excesso, pode aumentar o risco de algumas doenças como: câncer de mama e útero; problemas com a gravidez (ectópica – fora do útero); trombose e embolia pulmonar. Alguns dos efeitos colaterais deste medicamento são:

  • Náuseas, vômitos e dores de cabeça;
  • Cansaço excessivo;
  • Hipersensibilidade nos seios;
  • Dor abdominal e diarreia.

Atenção: o vômito e/ou diarreia podem anular o efeito da pílula, uma vez que pode ser expelida pelo organismo antes mesmo de atuar.

9. Quem não pode tomar a pílula?

A pílula do dia seguinte não deve ser tomada por mães em processo de lactação e/ou amamentação, durante a gravidez ou caso seja alérgico a alguns dos componentes. No caso de problemas com pressão alta, cardiovascular ou obesidade (mórbida) é imprescindível consultar o médico antes de tomar.

10. A pílula causa infertilidade ou pode atrapalhar uma gravidez consumada?

Há possibilidade, mesmo que quase nula, de gravidez mesmo depois de tomar a pílula. Porém, não há estudos que comprovem que ela pode prejudicar a gestação e/ou o feto. Assim como também não há nenhum estudo que relacione a infertilidade com o uso da pílula do dia seguinte (claro que quando tomada da maneira correta e sem exageros).

11. Onde comprar e quanto custa?

A pílula do dia seguinte pode ser comprada em farmácias ou pela internet e não requer prescrição médica. Cada embalagem pode conter um ou dois comprimidos para serem tomadas de uma única vez. Pode ser ingerido normalmente, como outro comprimido, com água ou alimentos.

Existem várias marcas e os valores podem variar de R$ 10,00 a R$ 25,00.

Veja também: O que é aborto espontâneo ou involuntário?

Mitos e verdades sobre a pílula do dia seguinte

verdades sobre a pílula do dia seguinte

Agora que você já sabe o básico sobre este medicamente, está na hora de descobrir os mitos e verdades sobre este método contraceptivo:

A descarga hormonal é tão grande que danifica os órgãos reprodutores

MITO. Apesar de ser uma descarga hormonal superior ao normal (no caso de quem faz uso de métodos hormonais), uma vez que uma pílula anticoncepcional equivale a meia cartela anticoncepcional, este não danifica útero e ovário.

A pílula do dia seguinte pode causar trombose

VERDADE. Existe um risco sim de causar trombose, principalmente em mulheres com este tipo de pré disposição.

Tomar a pílula do dia seguinte engorda

VERDADE. No ponto em que, por conter altas doses de estrogênio, pode causar a retenção de líquidos e assim ser observado o aumento do peso ou então devido a atuação do hormônio com relação a inibição da insulina, responsável por controlar a quantidade de açúcar no sangue.

A pílula pode causar deformação no feto

MITO. Uma vez que o embrião ainda não se formou e não existe o contato do feto com o sangue da mão, não acontece deformações decorrentes a alterações hormonais.

A pílula do dia seguinte evita qualquer risco?

MITO. Ela não previne doenças sexualmente transmissíveis. Apenas o preservativo (masculino ou feminino) pode fazer esta prevenção.