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pílula anticoncepcional

Pílula Anticoncepcional – tudo o que você precisa saber

A pílula anticoncepcional – também conhecida como anticoncepcional hormonal combinado oral (AHCO) ou pílula contraceptiva oral combinada (COC) – é um medicamento a base de hormônios sintéticos, geralmente estrogênio e progesterona, com o objetivo de inibir a ovulação.

Além dos efeitos contraceptivos, também pode auxiliar na regulação da menstruação e redução do risco de anemia – devido ao fluxo/perda de sangue -, no combate ou redução da acne, assim como as cólicas menstruais. Estes são alguns dos motivos que a tornam um dos métodos contraceptivos mais utilizados em todo mundo. Porém, algumas mulheres sentem os efeitos colaterais como náuseas, dor de cabeça e inchaço devido a retenção de líquido.  Daí a importância de consultar o médico ginecologista antes de começar a tomar a pílula anticoncepcional.

Tipos de pílulas anticoncepcionais

tipos de pílula

Existem várias combinações hormonais e dosagens. Para descobrir qual a ideal para o seu organismo, recomenda-se consultar um ginecologista, uma vez que elementos como idade e/ou histórico clínico podem influenciar.

  • Pílulas Monofásica: Todos comprimidos tem a mesma dosagem;
  • Pílula Bifásica: Comprimidos com duas dosagens diferentes;
  • Pílula Trifásica: Comprimidos com três dosagens diferentes;
  • Pílula Bioidêntica: Comprimidos de estrutura química e molecular idêntica a produzidas pelo organismo.

Derivados de hormônio estrogênicos:

  • Etinilestradiol
  • Mestranol

Derivados de hormônio progesterona:

  • Noretindrona
  • Linestrenol
  • Gestodeno
  • Norgestrel
  • Medroxiprogesterona

As pílulas compostas apenas por progestogênicos são indicadas para mulheres que estão amamentando ou que não podem utilizar estrogênicos.

Qual a eficácia da pílula anticoncepcional?

Quando tomado da maneira correta, ou seja, todos os dias no mesmo horário – ou como indicar na bula do medicamente -, a pílula possui uma taxa de 98% de eficácia contra a gravidez indesejada. Vale lembrar que, este é um método contraceptivo hormonal que não impede a transmissão de doenças sexuais, tais como HPV, Gonorréia, Sífilis ou Aids.

Vantagens e desvantagens

A principal vantagem da pílula anticoncepcional é a sua eficácia, já mencionada, de 98%. Também ajuda a regular o ciclo menstrual e pode reduzir os efeitos da TPM (tensão pré-menstrual) assim como as cólicas. Apesar de conter hormônios sintéticos, não interfere na fertilidade da mulher, assim como na relação sexual (não exige abstinência como é o caso dos métodos contraceptivos naturais). Alguns médicos dermatologistas recomendam o uso da pílula para regular e/ou reduzir a incidência de acnes.

No que diz respeito as desvantagens da pílula, o seu uso contínuo diário é uma das principais questões, uma vez que exige tomar sempre no mesmo horário, para garantir a eficácia. Em algumas pessoas é possível notar efeitos negativos como náuseas, alteração de humor, retenção de líquido, dor de cabeça e manchas na pele. Também é preciso ter atenção que, alguns medicamentos podem cortar ou interferir no efeito da pílula anticoncepcional.

Aproveite para conhecer quais são os principais métodos contraceptivos de barreira.

10 erros mais comuns cometidos por quem toma a pílula

tomar pílula na mesma hora

Pode parecer simples a sua posologia. Porém alguns erros são bastante comuns e podem interferir diretamente na eficácia do remédio. Confira:

1. Tomar pílula sem recomendação médica – é preciso se informar sobre a dosagem de hormônio ideal.

2. Não respeitar o horário – esta deve ser tomada todos os dias no mesmo horário (ocasionalmente, se atrasar, que este seja no limite máximo de 12 horas).

3. Esquecer de tomar um comprimido – verificar na bula. Em alguns casos é preciso tomar duas no dia seguinte. Porém o efeito pode ser prejudicado.

4. Não saber que alguns medicamentos podem interferir – antibióticos e antidepressivos são alguns exemplos.

5. Associar o método com a pílula do dia seguinte – deve ser usada em casos extremos, pois sua alta dosagem de hormônio pode ser agressiva ao organismo.

6. Abandonar outros métodos de proteção – a camisinha evita não apenas a gravidez indesejada (inclusive se a pílula falhar por não tomar corretamente), como também previne doenças sexualmente transmissíveis.

7. Emendar cartela sem orientação médica – o recomendado é consultar o ginecologista devido as taxas hormonais do medicamento.

8. Não prestar atenção no prazo de validade – pode não parecer crucial, mas importa e muito, uma vez que trata-se de hormônios.

9. Começar a tomar a pílula em qualquer dia – a primeira cartela deve ser iniciada sempre no primeiro dia da menstruação.

10. Vomitar depois de ingerir o comprimido – em caso de estar passando mal e o vômito acontecer até duas horas depois de ser ingerida, seus efeitos não são válidos e deve ser tomada uma nova dose.

Principais marcas de pílulas anticoncepcionais

Conheça algumas das marcas mais populares tomadas por mulheres no Brasil. Não se esqueça que, apesar desta lista que será apresentada, o médico deverá ser consultado:

  • Allestra 20 ou 30;
  • Belara;
  • Cerazette;
  • Ciclo 21;
  • Diane 35;
  • Diminut;
  • Elani;
  • Iumi;
  • Level;
  • Mercilon;
  • Microvlar;
  • Selene;
  • Setzza;
  • Siblima;
  • Tamisa 20 ou 30;
  • Yasmin;
  • Yaz.

Alternativas à pílula anticoncepcional

Existem outros métodos contraceptivos que podem ser considerados, caso não queira ou por algum motivo de saúde não possa tomar este tipo de medicamente. Algumas religiões também não permitem intervenções de barreira ou hormonais, por isso a alternativa pode ser:

Métodos contraceptivos naturais:

  • Calendário Ogino Knaus (tabelinha);
  • Temperatura basal;
  • Muco cervical (Billings);
  • Sintotêrmico;
  • Do dia (standard);
  • Coito interrompido (exceção quanto a abstinência sexual);

Métodos contraceptivos de barreira:

  • Preservativo;
  • Espermicida;
  • Diafrâgma;
  • Capuz Cervical;
  • Dispositivo Intrauterino (DIU);
  • Esponja.

Outros métodos contraceptivos hormonais:

  • Adesivo;
  • Dispositivo Intrauterino Hormonal (DIU);
  • Anel vaginal;
  • Implante subdérmico;
  • Injeção hormonal.

8 dúvidas frequentes ao uso da pílula anticoncepcional

dúvidas sobre pílula anticoncepcional

Estas são as dúvidas mais comuns de quem deseja começar ou já toma a pílula anticoncepcional. Confira as respostas:

1. Como tomar a pílula anticoncepcional?

No primeiro mês, quando inicia a cartela, ela já tem eficácia garantida, se for iniciada no 1º dia de menstruação. A utilização da sequência das demais cartelas vai depender da orientação do seu médico, bem como o tipo de conjugação hormonal. Como por exemplo, existem pílulas com e sem pausa.

  • Embalagens de 21 comprimidos
    Toma-se todos os dias sem parar, interrompe-se 7 dias, inicia-se nova embalagem no 8º dia.
  • Embalagens de 28 comprimidos
    Toma-se sem pausa.

2. Quem pode tomar pílula anticoncepcional?

A pílula anticoncepcional só não é recomendada àquelas pessoas com antecedentes clínicos (consulte o médico para saber sobre o seu caso em específico). Como por exemplos, mulheres com predisposição ou doença cardiovascular diagnosticada; tendências na formação de coágulos sanguíneos; com obesidade severa e/ou alto nível de colesterol e tabagistas com mais de 35 anos não são elegíveis para este medicamento. Para as mamães em processo de lactação, existem pílulas especiais que não influenciam na amamentação.

3. O que ocorre com o seu ciclo menstrual ao tomar pílula?

A pílula para além de diminuir os dias da menstruação no ciclo, também reduz o fluxo, minimizando a incidência das cólicas.

4. Efeitos colaterais da pílula anticoncepcional

Não é possível afirmar quais serão os efeitos colaterais sentido por cada mulher. É preciso, ao iniciar a medicação, reparar nos efeitos causados e comunicar ao médico responsável em caso de desconforto. Os mais comuns podem ser:

  • Depressão;
  • Tromboses e embolia;
  • Enfarte do miocárdio;
  • AVC;
  • Câncer do colo do útero (se houver infecção com vírus do papiloma);
  • Perda de cabelo;
  • Eritema;
  • Alterações do humor e comportamento ligeiras;
  • Subida da tensão arterial ligeira;
  • Aumento da hormona tiroxina da tiroide;
  • Aumentam o colesterol e os outros lipídios moderadamente;
  • Maior pigmentação cutânea (escurecimento da pele);
  • Aumento ligeiro da função cardíaca;
  • Retenção de líquidos;
  • Redução da libido.

5. A pílula anticoncepcional é abortiva?

É preciso considerar, antes de tudo, quais são os hormônios e a quantidade em cada dosagem. Por isso a importância de consultar um médico. Caso esta taxa seja elevada no seu organismo, pode provocar a nidação – processo de implantação do embrião no útero. Quando tomada na dosagem correta, não é considerada abortiva. Ao contrário da pílula do dia seguinte, que possui altas taxas hormonais e que sua função é interromper a fecundação do óvulo (num prazo de até 72 horas depois do ato sexual).

6. Pode causar trombose?

Apesar dos efeitos secundários serem muitos, o risco da trombose diretamente relacionado com a pílula anticoncepcional é pequeno. Porém, o uso descontrolado e sem orientação médica pode aumentar este efeito colateral.

7. A pílula afeta a fertilidade da mulher?

A partir do momento em que a mulher deixa de tomar pílula, ela poderá engravidar. Em alguns casos poderá ter uma dificuldade nos 12 meses seguintes, uma vez que o organismo estava habituado a supressão dos óvulos.

Em caso de dificuldade, a sugestão é consultar o médico para excluir quaisquer problemas de saúde, seja da mulher ou do homem.

8. A pílula anticoncepcional engorda?

Até o momento não foi apresentado nenhum estudo científico que comprove que usar pílula engorda. O que pode ocorrer é a retenção de líquidos (sensação de inchaço) devido ao efeito dos hormônios progestogênicos.