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métodos contraceptivos de barreira

Os 6 principais métodos contraceptivos de barreira

Os métodos contraceptivos de barreira, como o próprio nome diz, são aqueles que criam um obstáculo à fertilização. Ou seja, impede que os espermatozoides entrem em contato com o óvulo no útero. Algumas destas opções requer a sua aplicação antecipada, outros são instantâneos e alguns podem ser utilizados por longos períodos (mais de um ano).

O método “ideal” vai depender de muitos fatores e por isso, para além de apresentar as opções dos contraceptivos de barreira, serão destacados as suas vantagens e desvantagens. Um dos principais fatos a ser considerado para sua escolha é o da adaptação. Pois muitas pessoas não se sentem confortáveis com a utilização destes.

Métodos contraceptivos de barreira

Dentre os principais métodos existem aqueles que são “móveis” e os que podem ser considerados “fixos”, apesar de possuírem um prazo de validade, por assim dizer. Confira:

1. Preservativos – masculino e feminino

preservativo masculino

A camisinha, como é conhecida popularmente, é o único método contraceptivo de barreira utilizado pelo homem. Apesar de existir a versão feminina, esta ainda é pouco conhecida e utilizada nas relações sexuais. Feito de látex ou poliuretano, este dispositivo pode ser encontrado em diversas formas, tamanhos, cores e sabores.

Desvantagens: há a possibilidade de ruptura durante o ato sexual e algumas pessoas podem ser sensíveis ou alérgicas ao látex.

Vantagens: eficácia de aproximadamente 90%; fácil de adquirir e utilizar; ideal para relações esporádicas ou não previstas; maior eficácia no contágio de doenças.

2. Espermicidas

Este é um método contraceptivo de barreira químico, que envolve a colocação do produto (via aplicador tradicional) dentro da vagina de 10 a 30 minutos antes da relação sexual. Este produto pode ser encontrado em forma de creme, gel, espuma ou supositório.

Desvantagem: se utilizado mais de uma vez por dia pode causar irritações; para ter a sua eficácia potencializada deve ser utilizado em conjunto com outros métodos, como o preservativo ou o diafragma.

Vantagem: são de simples utilização; não necessita de prescrição médica para utilização e não possui efeito secundário local (quando utilizado conforme instruções).

3. Diafragma

diafragma

Este dispositivo consiste em uma membrana flexível de borracha que possui um aro metálico em sua borda. Este material é reforçado e deve ser colocado até 6 horas antes do ato sexual. Este método consiste em cobrir o cérvix e formar uma barreira na entrada do útero. Recomenda-se ainda utilizar espermicida para maior eficácia deste método, uma vez que o dispositivo pode deslocar durante a relação sexual.

Desvantagens: é necessário uma consulta prévia ao ginecologista para ensinar como colocar e para indicar o tamanho ideal; o dispositivo deve ser mantido por pelo menos 6 horas após a relação e no prazo máximo de 24 horas; sempre que se repetir, o espermicida deve ser aplicado; quando utiliza-se este método a colocação deve ser planejada uma vez que exige 6 horas de antecedência à relação.

Vantagens: é um método inofensivo, não altera a sensibilidade no momento da relação e o funcionamento da relação sexual.

4. Capuz cervical

Muito parecido com o método diafragma, sua forma é a de uma espécie de copo de borracha (profundo) que cobre o cérvix. Sua superfície é macia e feita de borracha plástica ou látex. Este método deve ser utilizado em conjunto ao espermicida.

Vantagem: as mesmas que a do diafragma, porém o seu tamanho é menor, quando comparado.

Desvantagem: deve ser colocado até 42 horas antes da relação sexual; deve permanecer dentro da vagina até 6 horas depois e ser retirado no prazo de 24 horas; deve ser consultado o médico previamente para indicar o tamanho ideal, assim como a colocação para funcionar na perfeição.

Veja também: Métodos contraceptivos hormonais – vantagens e desvantagens

5. Esponja

Este método contraceptivo de barreira é muito similar ao diafragma e o capuz cervival, porém com um material diferente. Trata-se de uma esponja de poliuretano, com formato circular. Possui cerca de cinco centímetros de diâmetro e cinco milímetros de espessura. Este deve ser colocado logo antes da relação sexual. Basta molhar com água para que ative o agente espermicida contido na esponja. A esponja possui uma forma côncava (um dos lado mais fundo e arredondado) que deve ficar em contato com o cérvix.

Desvantagens: sua eficácia assimila-se ao diafragma e ao capuz cervival; pode deslocar-se durante o ato sexual; deve ser retirado após 6 horas a contar da relação sexual e não deve ficar por mais de 24 horas.

Vantagens: atua como agente espermicida, absorve o sêmen e impede que este passe para o útero; pode ser colocado a qualquer momento antes da relação sexual.

6. Dispositivo Intrauterino (DIU)

DIU

Trata-se de um método considerado intrauterino e mecânico. Ou seja, um dispositivo contraceptivo de barreira de plástico (e revestido com cobre ou cobre e prata), inserido no útero, preferencialmente nos doze primeiros dias do ciclo.

Desvantagens: pode provocar longos períodos menstruais (associados a anemia); há risco de infecção uterina; aumenta-se a probabilidades de gravidez ectópica.

Vantagens: pode permanecer no útero pelo prazo de 5 a 10 anos; não provoca efeitos colaterais; não interfere na libido (ou sensibilidade) e pode ser utilizado em qualquer idade.

Existem outras opções para quem não deseja fazer uso de nenhum tipo de dispositivo ou produtos químicos. É o caso dos métodos contraceptivos naturais que consistem, de forma geral, na observação e identificação do período fértil, praticando-se abstinência durante o mesmo.