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Laqueadura Tubária ou Ligadura de Trompas – Conheça as técnicas

A Laqueadura Tubária ou Ligadura de Trompas é um procedimento cirúrgico pelo qual a mulher é submetida  com a finalidade de esterilização, ou seja, não poder mais engravidar. Ao cortar e/ou ligar cirurgicamente as tubas uterinas (Trompas de Falópio),  o caminho dos ovários até o útero será interrompido. Este caminho estando interrompido, consequentemente não haverá o encontro do óvulo feminino com o espermatozóide, não ocorrendo assim a fecundação do óvulo (gravidez). A ligadura tubária é considerada um método contraceptivo permanente e sua taxa de sucesso é elevadíssima, ao redor de 99%. A laqueadura não altera o ciclo menstrual e nem causa alteração nos níveis hormonais femininos. A laqueadura impede a gravidez, mas não tem nenhum efeito protetor sobre as doenças sexualmente transmissíveis. É um procedimento seguro que pode ser feito de várias maneiras, sendo necessária internação e anestesia geral ou regional.

Aparelho Reprodutor Feminino
Aparelho Reprodutor Feminino – USA Fed. Government image, public domain – Wikipédia

Atualmente existem três opções para realização da Laqueadura Tubária ou Ligadura de Trompas:

1. Via Laparoscópica

A laqueadura por laparoscopia é realizada através de uma pequena incisão perto do umbigo e na parte inferior do abdômen, onde o médico pode usar anéis ou clips para fechar as trompas ou cauterizar-las.

2. Minilaparotomia

A minilaparotomia é um procedimento cirúrgico feito imediatamente após o parto ou até dois dias depois. O médico faz uma pequena incisão no abdômen e, em seguida, remove uma parte das trompas de Falópio de cada lado.

3. Laqueadura tubária histeroscópica

A laqueadura tubária histeroscópica é uma laqueadura sem cirurgia, que pode ser feita fora de ambiente hospitalar, apenas com anestesia local. Este tipo de laqueadura é feito por via endoscópica, através da vagina.

As três técnicas de laqueadura apresentam uma taxa de sucesso acima de 99%. Há trabalhos que mostram que após 15 anos de ligação das trompas, menos de 1% das mulheres acabaram engravidando. A laqueadura tubária não altera o ciclo menstrual nem interfere no desejo sexual da mulher.

Reversão da Laqueadura

Em alguns casos a reversão até é possível, mas há riscos e o procedimento é muito mais complexo do que a ligadura das trompas. A taxa de sucesso da reversão é de apenas 20%.

Veja mais em: – MD Saúde

Pré requisitos para que a Laqueadura Tubária ou Ligadura de Trompas seja realizada no Brasil

No Brasil existem alguns pré requisitos para que a Laqueadura Tubária ou Ligadura de Trompas seja realizada e de acordo com a Lei do Planejamento Familiar número 9.263, de 12 de Janeiro de 1996, o procedimento só pode ser realizado:

I – Em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de sessenta dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, período no qual será propiciado à pessoa interessada acesso a serviço de regulação da fecundidade, incluindo aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce;

II – risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em relatório escrito e assinado por dois médicos.

  •  É vedada a esterilização cirúrgica em mulher durante os períodos de parto ou aborto, exceto nos casos de comprovada necessidade, por cesarianas sucessivas anteriores.

Veja mais sobre a lei em: – Planalto Gov – Lei Planeamento Familiar

Vantagens de realizar a laqueadura tubária:

Dentre todos os métodos anticoncepcionais vigentes, a laqueadura tubária é um dos mais eficientes, apresentando baixissima porcentagem de falha;

Não interfere na libido e no prazer sexual feminino e/ou masculino;

Não atrapalha o processo de aleitamento;

Raríssimas complicações para realização cirúrgica desse procedimento;

Ideal para mulheres que não podem utilizar outros métodos anticoncepcionais por terem outros tipos de doenças impeditivas;

Desvantagens da laqueadura tubária:

Em caso de arrependimento a reversão é difícil;

Não evita a transmissão de DSTs;

Difícil acesso nos serviços públicos, mesmo que seja um procedimento que é coberto pelo SUS.

Antes de tomar qualquer decisão, converse  com seu ginecologista e pese bastante os prós e os contras, veja se a cirurgia é indicada para o seu caso e se você preenche todos os pré-requisitos; converse também com seu parceiro, a opinião dele também deve ser levada em conta.

Veja mais em: – BedMed